Diagnóstico

Diagnosticar pancreatite requer duas das seguintes:

  • Dor abdominal característica;
  • Amílase ou lípase do sangue será 4-6 vezes mais elevada que as variações normais, mas isto dependerá do laboratório no qual é efetuada a análise ao sangue;
  • Normalmente faz-se primeiro uma ultrassonografia, a qual será vantajosa para o diagnóstico de causas do pâncreas, por exemplo, detetar cálculos biliares, diagnosticar esteatose hepática alcoólica (combinando o histórico de consumo de álcool). Ambos são a principal causa de pancreatite. A ultrassonografia abdominal irá também mostrar claramente um pâncreas inflamado. É um método conveniente, simples, não invasivo, nem dispendioso;
  • Tomografia computadorizada característica.

Amílase e lípase fazem frequentemente parte do diagnóstico; a lípase é normalmente considerada como sendo um melhor indicador, no entanto isto é discutível. Colecistite, úlcera péptica perfurada, infarto intestinal, e cetoacidose podem imitar a pancreatite, provocando dor abdominal e elevado nível de enzimas. O diagnóstico pode ser confirmado através de ultrassonografia abdominal e/ou tomografia computadorizada.

As suspeitas de pancreatite surgem inicialmente quando o paciente apresenta sintomas de pancreatite ao mesmo tempo que reúne fatores de risco como consumo excessivo de álcool ou doença de cálculos biliares. De modo a confirmar uma pancreatite aguda, o médico irá medir os níveis no sangue das duas enzimas digestivas amílase e lípase. Níveis elevados destas enzimas serão fortes indicadores de pancreatite aguda.

Embora seja difícil de diagnosticar, existem técnicas que poderão auxiliar no diagnóstico, tais como os testes de função pancreática e imagens radiográficas do pâncreas. Em estados mais avançados da doença, quando má absorção ou diabetes já se manifestam, testes de sangue, urina e fezes poderão confirmar a progressão.

Testes de diagnóstico para pancreatite incluem:

  • Teste de função pancreática, de modo a determinar se o pâncreas se encontra a produzir os níveis apropriados de enzimas digestivas
  • Teste de tolerância à glucose, de modo a medir os danos nas células produtoras de insulina no pâncreas
  • Ultrassonografia abdominal, que irá reproduzir imagens do pâncreas para que anomalias possam ser detetadas
  • Tomografia computadorizada, que irá também reproduzir imagens do pâncreas para que anomalias possam ser detetadas
  • Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER), de modo a observar os dutos pancreáticos e biliares utilizando raios-x e contraste
  • Ultrassonografia endoscópica (UE) e biópsia, um exame no qual é inserida uma fina agulha numa anomalia localizada no pâncreas de modo a recolher uma pequena amostra de tecido para ser estudada.